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Iconoclastia

A Iconoclastia foi um movimento político-religioso de contestação do culto a ícones religiosos, que surgiu no século VIII, no Império Bizantino. O termo significa “quebrador de imagens”.

Iconoclastia Bizantina

A iconoclastia bizantina surgiu nos primórdios do século VIII e durou até o século IX. Por que achavam que imagens sacras eram símbolos de idolatria e veneração, os iconoclastas destruíram milhares de imagens em 730, quando o imperador Leão III, o Isáurio, proibiu o culto às imagens e a veneração de ícones.

A Iconoclastia foi reconhecida formalmente pelo Concílio de Hieria, em 754, onde todos os cultuadores de imagens foram combatidos com severidade. Apenas em 787, a veneração de imagens foi aprovada novamente pela imperatriz Irene, viúva de Leão IV, e a união com a Igreja Ocidental foi recuperada.

Em 813, porém, a derrota de Miguel I na guerra contra os búlgaros levou ao trono Leão V, o Arménio, que fez ressurgir a iconoclastia. Em 843, durante a presidência de Metódio I, houve outro concílio que excomungou os iconoclastas e acabou com o movimento de vez, sendo proclamado o “Domingo da Ortodoxia” que representava o seu triunfo.

Iconoclasta

Um iconoclasta não respeita as tradições ou crenças, se opondo a qualquer tipo de veneração ou culto de imagens ou elementos, sejam eles religiosos ou não. Os iconoclastas também quebram imagens e símbolos por considerarem objetos de idolatria.

Iconoclastia no Modernismo

Na primeira fase do modernismo – que começou na Semana de Arte Moderna de 22 – a primeira geração de escritores modernistas que surgiu foi considerada heroica e estabeleceu novos conceitos sobre a arte. Eles foram verdadeiros iconoclastas no sentido de acabar com os pilares, características e simbolismos da arte tradicional, carregada de traços europeus, e transformá-la na arte genuinamente brasileira. 

Atualizado em: 31/07/2019 na categoria: Religião